Benfica vence à margem mínima na deslocação a Coimbra

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A vitória encarnada pintou-se com cores graves e uma Mancha enorme. Será o triunfo da capacidade de sofrimento, dirá Jorge Jesus. Talvez. Fica, para a história, uma arbitragem fraquíssima e uma Briosa do tamanho do Mundo. O Benfica foi perdulário e ganhou pela margem mínima. Suficiente, apenas.

A Académica entrou em campo com protestos pelo Metro do Mondego. Causa nobre, desde logo associada a outro protesto, com meros 19 minutos de jogo. Desta vez, contra um metro de Saviola, a medida estimada do fora-de-jogo no primeiro golo encarnado.

As contas são feitas por alto, mas não restam a mínima percentagem de dúvida, quanto à posição do Conejo no momento do remate de Cardozo. Bola parada, auxiliar no enquadramento do lance, erro gravíssimo e incompreensível.

A bola disparada pelo Tacuara desviou no corpo do argentino (parece braço, mas involuntário) e entrou. Sexto jogo consecutivo de Saviola a marcar! Não fosse a indesejada intromissão de Elmano Santos nos momentos decisivos, reclamaria maior protagonismo.

Um meio cheio de nada

Até aqui, assistira-se a um duelo interessante. O Benfica comprovava o bom momento com uma entrada forte, um futebol alegre e ofensivo. A Briosa depositava todas as esperanças num belo trio de ataque, procurando disfarçar a disparidade de qualidade na comparação com os restantes sectores.

A meio-campo, nada. Airton parecia ter engatado uma mudança mais baixa, em relação aos seus companheiros. Diogo Melo e Bischoff faziam ainda pior, cavando igualmente um fosso para a respectiva defesa. Ou seja, quatro para quatro quando o Benfica atacava, três para três ou quatro nas respostas estudantis.

A chave do encontro seria esta, pensou-se. Mas Elmano Santos estragou a festa, uma vez mais. Vítor Pereira vê um jogo mau a cada fim-de-semana. Entre Alvalade e Coimbra, 24 horas apenas, vimos duas. Péssimas.

 

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Chutos e pontapés na lei do juíz

A equipa de arbitragem, num jogo com vários condimentos de real interesse, entrou numa espiral de erros e não conseguiu evitar a tal sensação de compensação. Fábio Coentrão, por exemplo, viu um amarelo por simular um penalty que realmente sofreu. Mais um lance capital.

À terceira, o benefício da dúvida. 37 minutos. Bola pelo ar no centro do terreno e Pape Sow, com a cabeça não se sabe onde, salta estapafurdiamente com o pé à altura dos ombros de Cardozo. Foi lá que acertou, ou o resultado seria dramático. Cartão vermelho. Medida dura e penalizadora em termos desportivos, aceitável na análise disciplinar.

Assim, passou-se uma parte a pensar no juiz, desejavelmente discreto. Esqueceu-se a brilhante defesa de Roberto, quando Fidalgo ameaçou verdadeiramente o empate, esqueceu-se a raça de Diogo Valente à esquerda, mais um punhado de oportunidades falhadas do Benfica.

Mancha enorme na sonolência encarnada

A etapa complementar prometia espectáculo vermelho. A equipa de Jorge Jesus gozava um belo momento, a Académica estava reduzida a dez e José Guilherme tirara o goleador Fidalgo para recompor a defesa. E então, o velho Benfica, aquele dos maus momentos, relaxado e arrogante.

Alicerçada num ataque com dois extremos rapidíssimo, mais dois médios com pontapé forte, a formação local conseguiu assustar a Bela Adormecida, confortavelmente iludida. Em dois minutos (68 e 69), o 1-1 ficou à distância de centímetros, com um poste pelo caminho. Jesus esbracejava, fazia tocar o despertador.

Agressivo, antes apático, o onze (terminaria com dez, Coentrão expulso ao minuto 89) encarnado cheirou o segundo golo. Luisão atirou ao poste, Cardozo falhou vários, tantos que a vitória parecia garantida sem nunca o ser.

A incerteza perdurou até ao apito final, o tal som que ecoou com desacerto ao longo da noite. Pelo meio, mais bases para um eventual castigo máximo, por mão na bola na área da Académica.

In: Maisfutebol

 

 

 

  

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Académica: Peiser; Pedrinho, Pape Sow, Markus Berger, Hélder Cabral; Diogo Gomes, Diogo Melo, Amaury Bischoff; Sougou, Miguel Fidalgo, Diogo Valente.
Ainda jogaram: Luiz Nunes (Miguel Fidalgo, 39min), Laionel (Diogo Valente,78min), Júnior Paraíba (Sougou, 81min).
Golos: -
Cartões Amarelos: Amaury Bischoff (17min), Hélder Cabral (20min).
Cartões Vermelhos: Pape Sow (36min).

 

Benfica: Roberto; Ruben Amorim, Luisão, David Luiz, Fábio Coentrão; Airton; Salvio, Carlos Martins, Nico Gaitán; Saviola, Cardozo.
Ainda jogaram: Pablo Aimar (Carlos Martins, 66min), Franco Jara (Saviola, 81min), Maxi Pereira (Ruben Amorim, 87min).
Golos: Saviola (19min).

 


Cartões Amarelos: David Luiz (30min), Fábio Coentrão (35min).
Cartões Vermelhos: Fábio Coentrão (90min).

 

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Record (3)

 

Apareceu no onze titular para dar alguma frescura à equipa, em vez de Maxi Pereira. Missão difícil com Diogo Valente, mas cumprida sem grandes dificuldades. Saiu em cima do final, por cansaço.

 

O Jogo (5)

 

Esteve demasiado permissivo perante Diogo Valente. Só com um remate - e quando tinha colegas em melhor posição - a assinalar a sua presença ofensiva, vincou que a principal vantagem de jogar ali é o facto de Maxi poder descansar.

 

 

 

publicado por Frederica às 22:50
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