Ruben concretiza o desejo de um menino que nunca tinha visto o mar

  • Sorrisos Perfeitos

 

Um dia de sonho na praia

 

 

© Revista "Nova Gente" (editado)

 

Pedro Lucas mora em Coruche, e, ao contrário de outras crianças, pouco conhece para além da realidade da sua casa. A mãe, Maria Luísa Santos, de 52 anos, é responsável pelo seu bem-estar, de dia e de noite, mas a vida tem sido madrasta para esta mulher, com sete filhos. Apesar de viver apenas com três deles, Maria Luísa sentiu a sua vida ruir, economicamente, com a separação do marido, há 15 anos. Sem apoios, sobrevive com a ajuda dos filhos mais velhos. Para dar de comer a Pedro e aos irmãos, chegou mesmo a trabalhar no campo, mas os patrões despediram-na e, durante meses, toda a família passou por sérias dificuldades. Apesar das marcas do tempo serem visíveis no seu rosto, há lugar para esperança. "Arranjei trabalho. Vou começar a limpas as piscinas de Coruche", diz. Devido aos problemas financeiros, muitos sonhos ficaram por realizar. Para Pedro, um deles, era sentir o cheiro a maresia e a areia a roçar nos pés. Tardou, mas veio...

 

A iniciativa Sorrisos Perfeitos, uma parceria entre a agência Glam e a Nova Gente, preparou-lhe uma surpresa e levou-o a conhecer a praia da Torre, em Oeiras. De acordo com a mãe, as saídas de casa eram poucas e com as dificuldades que atravessavam, Pedro "não queria sair para lado nenhum. Mas os colegas na escola falavam nisso. A avó falou em ir à praia e tinha-lhe sido prometido que iria ver o mar, no Verão". Sem ele saber, porém, essa visita especial foi antecipada. Saíram de casa e Pedro não poderia imaginar a paisagem que iria observar. A maior prenda que recebeu, no entanto, foi a presença do jogar do Benfica que, mais uma vez, quis fazer uma criança sorrir. "Foi bom estar a meter o pé na areia, mas o melhor de tudo foi conhecer o Ruben Amorim", contou Pedro, que deixou escapar um surpreendido "olha!" quando se deparou com o ídolo do seu clube. "O Pedro não foi muito tímido. Eles ficam sempre acanhados, não dizem muito coisa quando chegam ao pé de mim. Muitas vezes nem olham, mas no caso dele até que não ficou muito envergonhado! Deixa-me sem palavras ver a admiração que ele, e outras crianças, sentem por mim", explicou o futebolista à Nova Gente.

 

 

© Revista "Nova Gente" (editado)

 

Enquanto brincavam, em corrida pelo areal, a satisfação da criança estava estampada no seu rosto, tal como algum medo por nunca ter sentido a água do mar. "O Pedro disse-me que nunca tinha andado de barco, que nunca tinha visto o oceano, nem posto o pé dentro do mar. E vê-se que tem medo: fingi que o ia atirar à água e reparei nisso, o que é estranho, porque Coruche não fica assim tão longe do mar...", acrescentou Ruben, satisfeito por poder contribuir para a felicidade de algumas crianças carenciadas. "Gostava de fazer muito mais, mas faço o que posso e aquilo que acho que tenho condições para fazer. É bom para mim e para eles."

 

 

 

In: Revista "Nova Gente"

publicado por Frederica às 20:50
link do post | comentar