Benfica vence (1-0) Sporting e torna-se invicto na Europa

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O filme de Março repetiu-se na Luz. Um golo de Javi García decidiu o «derby», tal como tinha acontecido no último duelo, então para a Taça da Liga. A saída precoce de Cardozo podia ter alterado o argumento, mas o Benfica suportou até final a pressão sportinguista e garantiu um final feliz para as suas cores.

A nota artística pode não ter sido a esperada, mas em emoção o «derby» não ficou a dever nada à história. As «águias continuam imbatíveis, no topo da tabela, e quebram a série vitoriosa do rival, que ainda assim confirmou que é agora um adversário muito mais forte.

A bola parada como alternativa ao futebol directo

Não foi apenas nas surpresas (Jardel e Carriço) que Jesus e Domingos estiveram em sintonia. Ambos os técnicos apostaram na pressão alta como forma de condicionar a construção de jogo do adversário, o que acabou por gerar muito futebol directo.

O Sporting aceitou mais facilmente a necessidade de ser pragmático, criando a primeira ocasião de perigo aos seis minutos, com Wolfswinkel a cabecear ao lado, após cruzamento de Capel. O Benfica respondeu em estilo, com Aimar a cobrar um canto para a entrada da área e Gaitán a rematar de primeira ao poste.

Motivados pela presença na bancada do seleccionador holandês, Schaars e Wolfswinkel criaram a segunda ocasião para a formação leonina, mas o médio atirou ao lado, de pé direito (15m). Pouco depois surge a primeira contrariedade para Domingos, que se viu obrigado a lançar Carrillo no lugar do lesionado Matías (27).O peruano até dispôs de uma boa ocasião para marcar, ao minuto 37, mas acabaria por ser o Benfica a chegar à vantagem antes do intervalo.

 

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Perante o excesso de futebol directo, o golo surgiu de bola parada. Aimar cobrou um canto na esquerda e Javi García desviou ao primeiro poste (42m).

Cardozo faz sofrer os colegas

A vantagem permitia que o Benfica ficasse à espreita do erro do rival, na segunda parte, mas Cardozo empurrou a equipa para trás. Mais do que Jesus desejaria, certamente. Poucos minutos depois de ter desperdiçado a oportunidade para aumentar a vantagem (Rui Patrício faz uma grande defesa, mas o paraguaio perde muito tempo), «Tacuara» viu o segundo amarelo por protestos, e deixou a equipa em inferioridade numérica (62m).

Logo depois o Sporting teve soberana ocasião para marcar, mas Elias atirou ao lado (65m). O lance nasceu de uma rara distracção de Artur, que pouco antes tinha negado o golo ao compatriota com uma espantosa intervenção.

Jesus respondeu à expulsão com a entrada de Rodrigo para o lugar de Aimar, organizando a equipa em 4x4x1, e Domingos incutiu maior capacidade ofensiva com a troca de Carriço por André Santos. Os instantes finais foram de pressão sportinguista e sofrimento benfiquista, mas o golo de Javi García acabou por prevalecer. Gaitán ainda atirou uma bola à trave e Elias e Artur travaram o último capítulo do duelo particular a um minuto do fim, mas o remate saiu à figura.

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Benfica: Artur Moraes; Emerson, Jardel, Garay, Maxi Pereira; Axel Witsel, Javi García; Bruno César, Pablo Aimar, Gaitán; Cardozo.
Ainda jogaram: Rodrigo (Pablo Aimar, 66min), Ruben Amorim (Bruno César, 68min) e Nolito (Gaitán, 86min).
Golos: Javi García (41min).
Cartões Amarelos: Pablo Aimar (45min), Cardozo (48min e 62min).
Cartões Vermelhos: Cardozo (62min, acumulação de amarelos).

 

Sporting: Rui Patrício; João Pereira, Oneywu,Polga, Insúa; Elias, Daniel Carriço, Schaars; Matías Fernandez, Van Wolfswinkel, Diego Capel.
Ainda jogaram: Carrillo (Matías Fernandez, 27min), André Santos (Daniel Carriço, 66min) e Bojinov (Insúa, 80min).
Golos: -
Cartões Amarelos: Elias (2min), Daniel Carriço (20min), Van Wolfswinkel (48min), Carrillo (79min), André Santos (83min) e Schaars (86min).
Cartões Vermelhos: -

 

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Record (3)

Quando abrimos a caixa do correio encontramos, por vezes, cartões de pessoas que arranjam tudo e mais alguma coisa, desde torneiras que pingam a estores encravados. Ruben é um desses profissionais! Executou na perfeição a ordem que lhe foi transmitida, ajudando a equipa a resistir.

 

O Jogo (5)

Sabia para o que ia e desempenhou o papel que lhe pediram de forma perfeita. Escondeu a bola e lutou até à exaustão quando o meio-campo do Sporting tomou conta do jogo.

 

A Bola (6)

O Sporting insistia pelo lado esquerdo, Maxi Pereira acusava natural desgaste na sequência de inumeros lances divididos com Capel e Schaars. Era, por isso, necessário estancar a saída de jogo dos leões. Aposta certeira, com o médio a ssumir várias tarefas tácticas (um verdadeiro camaleão) e a conseguir levar a bola para o meio-campo adversário.

publicado por Frederica às 20:09
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