Tragédia Grega...

  • Crónica

 

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O Benfica ficou em posição bastante complicada no Grupo B da Taça UEFA ao perder por 5-1 em Atenas, frente ao Olympiacos. Um golo sofrido no primeiro minuto de jogo galvanizou a aguerrida formação da casa, levando o Benfica a uma noite de grande infelicidade. Agora, para seguir em frente na prova, o Benfica terá de vencer o Metalist na Luz e esperar que quatro pontos sirvam tal propósito, o que não é um dado adquirido.

 

ENTRAR A PERDER

Noite para esquecer aquela vivida pelo Benfica no Estádio Georgios Karaiskakis. Num infernal ambiente, o Benfica entrou com o pé esquerdo, permitindo, logo no primeiro minuto de jogo, o golo ao conjunto grego. Galletti, autêntica alma desta aguerrida equipa do Olympiacos, rematou a contar, na sequência de uma jogada por si iniciada.

Tal momento reflectiu-se no que se viria a passar de seguida, com o Benfica a ter dificuldades em acertar marcações e a permitir aos donos do terreno surgir em situação vantajosa em zona de remate, após os seus jogadores ganharem muitas segundas bolas. Foi dessa forma que, após um alívio de Maxi Pereira, Patsatzoglou fez o segundo golo, num forte remate. Pouco depois, aos 23’, foi a vez de Diogo se isolar e elevar a contagem para 3-0.

 

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RESPOSTA E DESILUSÃO

Foi então que o Benfica respondeu, garantindo mais posse de bola e conseguindo algumas boas jogadas. Suazo, num cabeceamento por cima, e Yebda, num pontapé de moinho, avisaram, mas foi David Luiz, na sequência de um pontapé de canto, a reduzir. No entanto, quando se esperava que o Benfica concretizasse a reacção, os gregos conseguiram matar o jogo à beira do intervalo, em mais um golo fabricado por Galletti e, desta feita, concretizado por Bellushi ao segundo poste.

A segunda parte não começou melhor para o Benfica, apresentando dificuldades em romper a bem montada estrutura defensiva dos gregos e sofrendo, depois, no contra-ataque o quinto golo, desta feita apontado por Diogo, aos 53’, num remate cruzado após desmarcação pela esquerda. Um golo que, refira-se, deveria ter sido invalidado, devido ao facto do seu marcador estar em fora-de-jogo.

Aos poucos, o ritmo da partida foi decaindo. O Olympiacos retirou o “pé do acelerador”, concentrando-se nas missões defensivas, e o Benfica, de forma briosa, tentou criar algumas jogadas de perigo (quase sempre por Suazo ou Reyes), mas provou apenas que esta era mesmo uma noite de grande infelicidade, pois existia sempre algum defesa ou o experiente Nikopolidis para negar os intentos aos “encarnados” que agora têm de vencer o Metalist e esperar que quatro pontos cheguem para seguirem em frente na prova.

 

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In: SLBenfica.pt

 

Olympiakos: Nikopolidis; Pantzos, Papadopoulos, Antzas e Domi; Galletti, Dudu Cearense, Patsatzouglou e Djordjevic; Belluschi e Diogo.

Ainda jogaram: Leto (Galletti, 59min), Kovacevic (Diogo, 69min) e Óscar (Belluschi, 76min).

Golos: Galletti (1min), Patsatzouglou (17min), Diogo (23 e 53min) e Belluschi (43min).

Cartões Amarelos: nada a assinalar.

Cartões Vermelhos: nada a assinalar.

 

Benfica: Quim; Maxi, David Luiz, Sidnei e Jorge Ribeiro; Ruben Amorim, Binya, Yebda e Reyes; Nuno Gomes e Suazo.

Ainda jogaram: Urreta (Nuno Gomes, 55min), Balboa (Ruben Amorim, 59min) e Carlos Martins (Yebda, 76min).

Golos: David Luiz (32min).

Cartões Amarelos: Binya (43min)

Cartões Vermelhos: nada a assinalar.

 

  • Avaliações

 

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"Sprintar não é a sua especialidade, nem está, tão pouco, capacitado para o choque. Faltou-lhe clarividência e velocidade de execução e não foi capaz de transmitir o equilíbrio emocional e táctica ao meio-campo. Preferiu o passe ao remate em situação de golo iminente. (1)", In: Record

 

"Perdido na eficácia do miolo grego

Vinha cheio de confiança, com a moral em alta depois do bom jogo realidado em Coimbra, onde marcou, mas ontem foi uma sombra do que tem mostrado na Liga portuguesa. Nunca soube assumir o jogo, sempre muito bem marcado pelo miolo grego, claramente um dos pontes fortes do Olympiakos. Um jogo para apagar da memória... (4)", In: A Bola

 

  • Declarações

 

«Não é jogo para esquecer, é para não repetir»

 

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Ruben Amorim, jogador do Benfica, a analisar a goleada sofrida no reduto do Olympiakos (5-1), em declarações reproduzidas pela Sport TV:

 

«Sofremos golos que não podemos sofrer. Não é um jogo para esquecer, é para não repetir. Temos de tirar ilações quando ganhamos e quando perdemos.»

 

[as contas ficam complicas...] «Sem dúvida. Foi um passo atrás. O mister já tinha dito que tínhamos de dar menos passos atrás.»

 

In: Maisfutebol

publicado por Frederica às 22:24
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