Leixões elimina Benfica da Taça de Portugal

  • Crónica

 

© Luís Vieira

 

Quase três horas de futebol resolvidas num remate defendido por Beto. No desempate por grandes penalidades, o guarda-redes do Leixões interceptou com categoria o pontapé de Reyes e atirou o Benfica para fora da Taça de Portugal. O momento em Matosinhos é de júbilo; na Luz, por outra, de reflexão. Os encarnados saem da Taça de Portugal e na Taça UEFA só um milagre lhe valerá. Resta-lhe a Liga e a Taça da Liga.

 

O dilúvio anunciava uma carga de trabalhos. Para as duas equipas. Muita chuva, relva pesada, poucos espaços disponíveis para jogar futebol. Luta a rodos, competitividade salutar e dois 4x4x2 alicerçados de forma distinta.

 

No Leixões, a estrutura habitual. Braga e Diogo Valente como homens de ataque, mas sempre em busca de zonas laterais e cruzamentos para a entrada de Wesley. Por parte do Benfica, uma dificuldade enorme precisamente na lateralização do jogo.

 

Do lado direito, Maxi Pereira estava essencialmente ocupado e preocupado com Diogo Valente, endiabrado esta noite. À sua frente, Ruben Amorim nunca terá características para jogar na linha e procurava sempre zonas mais interiores. No flanco oposto, o lateral adaptado David Luiz e Reyes, Este último sim, o único que tentava chegar à linha de fundo e efectuar cruzamentos.

 

Suazo e Aimar anulados

 

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A movimentação dos peões parecia competente de parte a parte, mormente nos momentos defensivos. Daí que ao longo de todo o primeiro tempo, a única real oportunidade de golo tenha surgido para o Benfica e no seguimento de um lance de bola parada. Beto, em grande forma, respondia assertivamente ao remate de Sidnei.

 

Não se julgue, todavia, que o Leixões estava pior. Bem pelo contrário. A equipa de José Mota controlava as operações e anulava com facilidade as armas de ataque do Benfica. Perante uma defesa média/baixa, Suazo tinha pouco terreno para galgar nas costas de Elvis e Joel; Aimar, por seu turno, era engolido pela competência de Bruno China e Roberto Souza.

 

O zero a zero ao intervalo aceitava-se.

 

Quique não acerta nas substituições

 

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Ainda que intermitente, o Benfica melhorava no período inicial da segunda parte. Katsouranis e Binya começavam a controlar a zona central do relvado e por instantes o Leixões parecia cair abruptamente. Mas Quique Flores teve azar nas substituições.

 

A equipa reagia mal às entradas de Balboa e Nuno Gomes, descia vertiginosamente de produção e o Leixões aproveitava. De um momento para o outro, Wesley decidia aparecer na partida e a qualidade de jogo dos homens de Matosinhos saía beneficiada, naturalmente.

 

De qualquer forma, os dois guarda-redes raramente eram incomodados. Moretto, um regresso anunciado com pompa e circunstância após longa ausência, ainda largava um remate de Hugo Morais para a frente, mas a jogada acabava mesmo por se perder nas luvas do brasileiro.

 

Perante tanto equilíbrio, só podia mesmo haver prolongamento. Mesmo depois de Nuno Gomes e Suazo terem aparentemente a baliza do Leixões à mercê já minutos depois dos 90.

 

Tudo decidido nas luvas de Beto

 

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No prolongamento, nada de novo. Boas intenções, muito músculo, os pratos da balança sempre equilibrados e como consequência a decisão final arremessada para as grandes penalidades.

 

E aqui, já com a chuva impiedosa a lançar-se sobre os decisores, a fava saía a Reyes. Nos nove primeiros pontapés de castigo máximo todos marcavam. Ao décimo, o remate do espanhol encontrava as luvas da competência de Beto.

 

O Leixões está nos oitavos-de-final da Taça de Portugal. O Benfica sai de cena na prova.

 

Leixões: Beto; Vasco Fernandes, Joel, Elvis e Laranjeiro; Roberto Sousa, China e Hugo Morais; Braga, Wesley e Diogo Valente.

Ainda jogaram: José Manuel (Diogo Valente, 73min), Chumbinho (Braga, 97min) e Sandro (Joel, 106min).

Golos: nada a assinalar.

Cartões Amarelos: Elvis (53min).

Cartões Vermelhos: nada a assinalar.

Grandes penalidades: Wesley (marcou), Zé Manuel (marcou), Hugo Morais (marcou), Laranjeiro (marcou), Chumbinho (marcou).

 

Benfica: Moretto; Maxi, Luisão, Sidnei e David Luiz; Ruben Amorim, Binya, Katsouranis e Reyes; Aimar e Suazo.

Ainda jogaram: Balboa (Ruben Amorim, 65min), Nuno Gomes (Aimar, 68min) e Cardozo (Suazo, 109min).

Golos: nada a assinalar.

Cartões Amarelos: David Luiz (45+1min), Binya (66min), Reyes (88min), Sidnei (102min) e Nuno Gomes (112min).

Cartões Vermelhos: nada a assinalar.

Grandes penalidades: Cardozo (marcou), Katsouranis (marcou), Nuno Gomes (marcou), David Luiz (marcou), Reyes (falhou).

  • Avaliações

 

 

"A um leigo passa sempre despercebido o seu trabalho. Correu quilómetros na tentativa de preencher o espaço, mas nem sempre deixou Maxi com as constas quentes. (2)", In: Record

 

"Único português no onze inicial, não honrou a bandeira. Passou 64' a entregas bolas aos adversários. (4)", In: O Jogo

publicado por Frederica às 17:52
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