Benfica recupera liderança ao vencer o Braga, com um golo falso

  • Crónica

 

© Daylife

 

Cumprindo a tradição, o Sp. Braga não conseguiu vencer na Luz e o Benfica garantiu três preciosos pontos, com um golo solitário de David Luiz. O tento, apontado em cima do final da primeira parte, promete gerar polémica, já que foi conseguido em fora-de-jogo. Os encarnados conseguiram atingir os seus objectivos, mas não tiveram atitude de «grande». Para chegar ao título a formação da Luz tem de ser mais do que foi este domingo. Tem, pelo menos, essa obrigação.

 

Quique Flores operou duas alterações em relação ao onze que venceu o V. Guimarães, na Taça da Liga. Uma delas já era previsível perante a ausência de Balboa dos convocados - regressou Ruben Amorim à direita. A outra não surpreendeu, mas acabou por revelar alguma incoerência do treinador.

 

O espanhol afirmou que está a testar os três guarda-redes para conseguir encontrar o titular. Seguindo esse raciocínio parecia lógico que Moretto voltasse a colocar-se entre os postes. Um jogo e nenhum golo sofrido pareciam argumentos suficientes. No entanto, parece que o brasileiro não está no mesmo patamar de Quim e Moreira, porque não lhe foi dada a oportunidade de dar continuidade ao seu trabalho e de provar que o treinador pode contar com ele. Incoerência de discurso à parte, a verdade é que Moreira mostrou que Quique fez uma boa aposta.

 

Até aos dez minutos nada de grande registo, mas aos 11 a Luz pôde vibrar. Katsouranis fez um grande passe para Suazo, na esquerda, que rematou de pé direito. O camisola 30 tentou colocar a bola em arco no canto esquerdo. O hondurenho empolgou o público mas Eduardo brilhou. Já os visitantes tiveram a melhor oportunidade aos 29 minutos, na sequência de um canto. Alan obrigou Moreira a estar atento.

 

Golo em posição irregular

 

Houve períodos em que o Sp. Braga teve maior posse de bola. Os encarnados pareciam ficar à espera do adversário para surpreendê-lo em contra-ataque, jogando demasiado para Suazo. Mas, feitas bem as contas, o encontro pautou-se pelo equilíbrio. Por isso, o golo de David Luiz surgiu sem que ninguém contasse, já em tempo de descontos, e com o defesa em fora-de-jogo.

 

Os bracarenses entraram melhor na segunda parte. Voltaram, tal como no início da partida, a reclamar a bola para si. O Benfica voltou a tentar recuperar o jogo e a apostar nos lançamentos rápidos, mas sem grande êxito.

 

© Daylife

 

Eduardo manteve a esperança

 

Aos 55 minutos até podia ter «morto o jogo». Suazo serviu Di María, que entrou pela esquerda e foi travado por Mossoró. O árbitro Paulo Baptista assinalou penalty. O hondurenho rematou para a defesa de Eduardo. Uma grande oportunidade desperdiçada. Aliás, a melhor ocasião para os encarnados, durante a segunda metade.

 

A formação de Jorge Jesus até podia ter empatado, mas os seus homens mais avançados não tiveram grande pontaria. Rentería surgiu isolado frente a Moreira, aos 85 minutos, mas não conseguiu vencer o duelo com o guardião. Um golo que poderia ter reposto alguma justiça no resultado - se é que se pode falar nesse conceito num jogo que envolve tantas variáveis, uma das quais a sorte/azar.

 

Aos 68 minutos fica a ideia de que Luisão fez falta na área sobre Matheus, pelo que ficou um penalty por marcar. Juntando este lance ao golo mal validado pode dizer-se que o trabalho do trio de arbitragem influenciou directamente o resultado. Os bracarenses terão razões para protestos.

 

In: Maisfutebol

 

Benfica: Moreira; Maxi Pereira, Luisão, Miguel Vítor, David Luiz; Katsouranis, Yebda, Ruben Amorim, Di María; Pablo Aimar, David Suazo.
Ainda jogaram: Reyes (Di María, 64min), Carlos Martins (Pablo Aimar, 72min) e Nuno Gomes (David Suazo, 82min).
Golos: David Luiz (45min).
Cartões Amarelos: Pablo Aimar (45min), Maxi Pereira (90min).
Cartões Vermelhos: nada a assinalar.

 

Sp. Braga: Eduardo; João Pereira, Frechaut, Moisés, Evaldo; Vandinho, César Peixoto, Luís Aguiar, Márcio Mossoró; Rentería, Alan.
Ainda jogaram: Meyong (Cesár Peixoto, 63min), Matheus (Luís Aguiar, 64min), Paulo César (Márcio Mossoró, 82min).
Golos: nada a assinalar.
Cartões Amarelos: César Peixoto (52min), Márcio Mossoró (55min), Luis Aguiar (59min), Vandinho (85min), Matheus (86min).
Cartões Vermelhos: nada a assinalar.

 

  • Avaliações

 

© Carlos Rodrigues

 

"Actualmente um dos elementos mais esclarecidos e serenos dos encarnados, dos poucos que não joga por acaso, que atencipa e lança as soluções sem que para isso precise de grandes arracadas ou sequer de driblar. Também remata, defende... é um "futebolista". (3)", In: Record

 

"É verdade que tacticamente deu muito jeito para fechar o corredor direito e não deixar Maxi Pereira isolado. No entanto, é necessário um pouco mais de atrevimento nos lances ofensivos, e o ex-belenense esteve muito envergonhado neste aspecto. (5)", In: O Jogo

 

"Manual de táctica debaixo do braço

Numa equipa com tantos artistas e em que alguns parecem não saber correr para trás, tem de ser ele a levar o manual de táctica para dentro de campo e a fazer os equilíbrios indispensáveis à equipa. Na primeira parte foi pelo seu fanco que os encarnados criaram maior perigo, na segunda não se recusou a uma missão de sacrifício. (6)", In: A Bola

 

  • Curisosidades

 

Águia acaba com cinco portugueses

 

© Gettyimages

 

Caso raro, numa época em que os encarnados já fizeram história ao jogar cinco minutos só com estrangeiros (frente ao Leixões para a Taça de Portugal), foi o Benfica terminar o desafio de ontem com cinco portugueses em campo: Moreira, Miguel Vítor, Carlos Martins, Ruben Amorim e Nuno Gomes.

Recorde-se que na Trofa, isso esteve perto de acontecer mas Nuno Gomes não chegou a entrar em campo num desafio que ditou a derrota dos encarnados.

 

In: Record

publicado por Frederica às 15:23
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