Benfica vence Olhanense aos olhos de Deus

  • Crónica


 

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Diego Armando Maradona foi convidado de honra no Estádio da Luz (merecia mais público) e ainda viu o Olhanense assustar, mas o Benfica deu a volta ao marcador e venceu por 4-1, com o melhor a ficar para o fim. Di María foi suplente mas ainda entrou a tempo de assinar um belíssimo golo, com óbvia dedicatória.

 

Nem mesmo com «El Pibe» na bancada Quique Flores abdicou de fazer oito mexidas na equipa (em relação ao jogo com o Sp. Braga), entre as quais Di María, que foi relegado para o banco. Mas ainda estava o seleccionador argentino a sentar-se na tribuna do Estádio da Luz e já as poucas pessoas que tinham marcado presença no recinto tinham percebido que o jogo ia ser aberto. Jorge Costa tinha garantido que a sua equipa não ia abdicar da forma de jogar, e cumpriu. Ainda assim as primeiras oportunidades pertenceram ao Benfica. Primeiro com um cruzamento de Fellipe Bastos e correspondente cabeçada de Cardozo, a obrigar Bruno Veríssimo a defesa apertada (7m). Depois com Katsouranis a surgir isolado, após tabela com o paraguaio, mas a atirar ao lado (11m).

 

O Olhanense, contudo, também entrou bem no jogo. Acabou até por entrar melhor, dado que chegou à vantagem ao minuto 13. Bruno Mestre rematou de fora da área, Moretto facilitou e Djalmir marcou na recarga, motivando a festa dos cerca de dois mil adeptos algarvios presentes nas bancadas. O líder da Liga Vitalis esteve mesmo perto de aumentar a vantagem pouco depois. Djalmir de novo em destaque, a receber um cruzamento de Rui Duarte e a ganhar nas alturas, mas a falhar ligeiramente o alvo.

 

Contudo, nem tudo era positivo na exibição algarvia. A postura arrojada do Olhanense tinha contrapartidas. O Benfica beneficiava de muito espaço para jogar, nomeadamente a meio-campo. Não só pelo facto de Jorge Costa ter mantido apenas três homens no miolo, como é habitual, mas também pelo facto de nenhum deles ser propriamente defensivo. O Benfica aproveitou esse espaço e conseguiu rapidamente dar a volta ao marcador. Aos 18 minutos Nuno Gomes recebeu um belo passe de Carlos Martins, e já dentro da área rematou a valer. Pouco depois nova assistência de Martins, a cobrar um livre com um toque curto, para posterior remate de Jorge Ribeiro. A bola passou no meio da barreira e traiu Bruno Veríssimo.

 

© Daylife

 

Entrada dinâmica e o melhor para o fim

 

No segundo tempo o Benfica apareceu mais tranquilo e logo aos 57 minutos Reyes atirou ao poste. Pouco depois Fellipe Bastos esteve também perto de marcar, mas Javier Cohene evitou o golo em cima da linha (61m). Na jogada seguinte às «águias» acabaram mesmo por marcar, com Sidnei a corresponder de cabeça, e da melhor maneira, a um cruzamento de Katsouranis.

 

Com o golo da tranquilidade alcançado, Quique Flores decidiu lançar Di María, para satisfação de Maradona, que aplaudiu a entrada do compatriota. As aspirações do Olhanense já estavam dizimadas e o jogo parecia caminhar para o fim sem grandes motivos de interesse, mas o melhor estava para vir. A dois minutos do fim Di María recebeu a bola na área, descaído sobre a esquerda, passou João Gonçalves com uma simulação e depois picou a bola por cima do guarda-redes. Um grande golo, com natural dedicatória para o convidado de honra.

 

Pouco depois soou o apito final, com o Benfica a ficar muito perto da presença nas meias-finais, ainda que tenha de, no mínimo, empatar com o Belenenses na última ronda. O Olhanense já não tem hipóteses de seguir em frente.

 

In: Maisfutebol

 

Benfica: Moretto; Miguel Vítor, Luisão, Sidnei e Jorge Ribeiro; Katsouranis, Feliipe Bastos, Reyes e Carlos Martins; Nuno Gomes e Cardozo.

Ainda jogaram: Di María (Reyes, 62min), Ruben Amorim (Fellipe Bastos, 68min) e Maxi Pereira (Carlos Martins, 79min).

Golos: Nuno Gomes (25min), Jorge Ribeiro (28min), Sidnei (61min), Di María (87min).

Cartões Amarelos: Miguel Vítor (85min).

Cartões Vermelhos: nada a assinalar.

 

Olhanense: Bruno Veríssimo; João Gonçalves, Marco Couto, Javier Cohene e Stephane; Rui Duarte, Ukra, Toy e Rui Baião; Djalmir e Bruno Mestre.

Ainda jogaram: Rodrigo (Toy, 74min), Moses (Rui Duarte, 82min).

Golos: Djalmir (12min).

Cartões Amarelos: Rui Duarte (27min), Ukra (42min).

Cartões Vermelhos: nada a assinalar.

 

  • Avaliações

 

© Carlos Rodrigues

 

"Rendeu Fellipe Bastos, mas nada acrescentou. (1)", In: Record

 

"Adaptou-se ao ritmo do jogo. Eficiente. (5)", In: O Jogo

 

"Arma chamada simplicidade

Chegou ao Benfica de forma discreta, mas talvez seja hoje um dos mais importantes jogadores do plantel encarnado. O médio faz da simplicidade uma arma e se é verdade que pouco ou nada faz de deslumbrante, também o é que tem rigos táctico que é precisodo para qualquer treinador. Entrou apenas ao minuto 67, mas ajudou a fazer crescer a equipa. (5)", In: A Bola

publicado por Frederica às 15:54
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