Benfica irá encontrar Sporitng na Final da Taça da Liga

  • Crónica

 

© Alvaro Isidoro

 

Teremos um derby a fechar a edição 2008/09 da Taça da Liga. O Benfica, que venceu o V. Guimarães, por 2-1, encontra o Sporting na derradeira partida. Quique Flores consegue alcançar a sua primeira final e os encarnados mantêm a sequência desta temporada, quatro jogos com os vimaranenses, quatro vitórias.

 

O treinador do Benfica operou algumas alterações no onze. Destaque para o regresso de Quim à baliza encarnada, depois de Moretto ser o habitual titular nesta prova. Maxi Pereira começou no banco e Miguel Vítor, regressado de castigo, ocupou a ala direita. Katsouranis, que esteve suspenso, Reyes e Aimar também regressaram à equipa.

 

O V. Guimarães entrou melhor no jogo, que evidenciou algum equilíbrio nos momentos iniciais. O conjunto orientado por Manuel Cajuda mostrou-se mais organizado e solidário, ganhando pontos no meio-campo. Durante os primeiros 15 minutos foi a equipa que mais se aproximou da baliza adversária, ainda que sem perigo. O Benfica começou por apostar no contra-ataque, mas esbarrou na estrutura bem montada pelo treinador algarvio.

 

Aos 20 minutos os encarnados iniciaram um período de algum domínio. Durou entre cinco a dez minutos, mas a formação da casa quase marcou. Aos 22 minutos Cardozo cabeceou e a bola foi devolvida pela trave (e vão três em dois jogos, depois de o paraguaio ter atirado ao poste, por duas vezes, frente ao Rio Ave).

 

© Alvaro Isidoro

 

Encarnados mais perto do golo

 

Entretanto, o Benfica voltou a baixar o ritmo. O V. Guimarães nivelou as contas, mas sem criar perigo. Ou seja, os vimaranenses mostraram-se mais fortes no meio-campo, aproveitando a rigidez evidenciada pelo sector intermediário do adversário, mas as oportunidades de golo continuaram a pertencer aos anfitriões. Aos 32 minutos Cardozo quase marcou e aos 43 falhou um golo «certo». Carlos Martins cruzou e o camisola 7, que estava sozinho ao segundo poste e só tinha de «encostar», acabou por atirar muito por cima.

 

A segunda parte começou a bom ritmo, com as duas equipas a tentarem chegar à baliza contrária. Logo aos 47 minutos Fajardo quase marcou e isso parece ter despertado o Benfica. A entrada de Maxi Pereira para a direita, substituindo Sidnei que esteve a jogar durante muito tempo com a cabeça ligada, dinamizou um pouco o jogo dos encarnados, que quase não subiram por esse lado, durante a primeira parte.

 

Incerteza até ao final

 

Os vimaranenses mostraram-se atrevidos durante os primeiros 15 a 20 minutos, tentando chegar ao golo. Mas a defesa encarnada conseguiu afastar o perigo. Aos 70 minutos o Benfica chegou à vantagem, num lance marcado pela infelicidade de Gregory. O defesa fez autogolo.

 

O conjunto orientado por Manuel Cajuda acusou um pouco o azar, mas não desistiu. Prova disso é que sofreu o 2-0, aos 87 minutos. Um grande golo de Aimar, que colocou a bola sobre Serginho, mas Desmarets ainda reduziu para 2-1, dois minutos depois. Roberto atirou ao poste esquerdo e o camisola 20 não desperdiçou. O encontro terminou com emoção e muita incerteza. Qualquer das equipas podia ter voltado a marcar.

 

© Alvaro Isidoro

 

Benfica: Quim; Miguel Vítor, Luisão, Sidnei e David Luiz; Ruben Amorim, Katsouranis, Carlos Martins e Reyes; Aimar e Cardozo.

Ainda jogaram: Maxi Pereira (Sidnei, 46min), Di María (Cardozo, 68min), Yebda (Carlos Martins, 85min).

Golos: Gregory (69min, p.b.), Aimar (87min).

Cartões Amarelos: -

Cartões Vermelhos: -

 

V. Guimarães: Serginho; Lionn, Gregory, Moreno e Andrezinho; João Alves e Flávio Meireles; Fajardo, Nuno Assis e Desmarets; Marquinho.

Ainda jogaram: Roberto (Marquinho, 70min), Carlitos (Flávio Meireles, 77min), Custódio (João Alves, 85min).

Golos: Desmarets (89min).

Cartões Amarelos: Flávio Meireles (31min), João Alves (38min).

Cartões Vermelhos: -

 

  • Avaliação

 

© Alvaro Isidoro

 

"Primeira parte apagada, sem explosão. Depois melhorou, mas sem atingir o nível que faz dele um dos homens de confiança do treinador. (5)", In: O Jogo

 

"A táctica é só o início, ou não?

Sobre o antigo médio do Belenenses costuma dizer-se que tacticamente roça a perfeição. É verdade que domina o tempo e o espaço com mestria, mas não estará na hora de começar a ouvir elogios por outras razões? Que tal tentar rematar mais, cruzar mais, procurar o um contra um com outra frequência? Apostamos que vai sair-se bem... (6)", In: A Bola

publicado por Frederica às 20:46
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