Benfica vence (2-1) Estrela da Amadora

  • Crónica

 

© Sapo Infordesporto

 

Quando uma má arbitragem com influência no resultado, depois de tudo o que tem acontecido no futebol português, seria um cenário a evitar, eis que Hugo Miguel, árbitro de Lisboa, resolveu ser protagonista na Amadora, assinalando três grandes penalidades. O Benfica venceu, sem convencer, o Estrela por 2-1 e, a sete jornadas do fim do campeonato, mantém a distância de um ponto para o Sporting e de cinco para o F.C. Porto.

 

Foi com o conhecimento das vitórias dos rivais em Guimarães e Matosinhos que o Benfica encarou o Estrela, e a pressão de vencer revelou-se um adversário que os encarnados dispensavam, mas em momento algum do jogo conseguiram disfarçar, mesmo frente a uma equipa que não recebe há sete meses e não treinou durante uma semana.

 

Quique Flores recuperou parte do onze que venceu o Sporting na final da Taça da Liga, com três reajustes, todos forçados, devido a lesão: Luisão por Jorge Ribeiro, com David Luiz a regressar ao eixo e Sidnei a continuar no banco; Reyes por Yebda (Amorim e Aimar ocuparam as laterais); e, na frente, Suazo por Cardozo, ao lado de Nuno Gomes. Já Lázaro apostou praticamente na mesma equipa que empatou 2-2 com o Sp. Braga, com a excepção de Vidigal render Tengarrinha (lesionado) na defesa.

 

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O Benfica sabia que o Estrela nada tinha a perder, o que não acontecia consigo, depois de na ronda anterior ter perdido terreno na frente, face à derrota na Luz ante o V. Guimarães. Na Reboleira só Sporting e F.C. Porto tinham conseguido até à data levar a melhor sobre o anfitrião e a perspectiva de o mesmo suceder este domingo ganhou forma aos cinco minutos, quando o árbitro assinalou a primeira grande penalidade.

 

Hugo Miguel entendeu que Ney Santos derrubou Nuno Gomes na pequena área e Cardozo encarregou-se de inaugurar o marcador, regressando aos golos na Liga depois do derby de Alvalade (19ª jornada). O lateral esquerdo, efectivamente, fez falta sobre o avançado, mas fora da área.

 

O Estrela não se resignou, como acontece com os salários, e continuou à procura de melhor sorte, sobretudo pelos pés de Jardel e Silvestre Varela, mas quis o destino, ou melhor o árbitro, voltar a chamar a si a atenção, desta feita com o benefício da dúvida presente. Vidigal cortou indevidamente a bola jogada por Nuno Gomes, apesar de estar em posição difícil de avaliar. O segundo penalty foi, assim, assinalado, aos 15 minutos, para mais um remate bem sucedido do internacional paraguaio, o melhor marcador do Benfica, o terceiro melhor da prova, em igualdade com Liedson e Lucho, todos com nove golos.

 

© Sapo Infordesporto

 

Mas não ficaria por aqui. Aos 29 minutos foi a vez de o Estrela reduzir, também na conversão de uma grande penalidade, que de facto existiu, mas não de Yebda sobre Nuno André Coelho (a falta que foi assinalada) e sim de David Luiz, que cortou um canto de Jardel com a mão e que o árbitro assinalou apenas novo canto.

 

Até ao intervalo, só Nuno Gomes e Cardozo foram capazes de intimidar o colectivo da casa, curiosamente, mais determinado e coerente na construção de jogo. As substituições na segunda parte refrescaram o... Estrela, sobretudo a entrada de Celestino, que obrigou Quim (de volta ao campeonato) a aplicar-se na recta final.

 

O Estrela não perdia em casa desde 17 de Dezembro, aquando da recepção ao F.C. Porto, a contar para a 9ª jornada (em atraso), depois de no mesmo mês, mas dia 5, ter perdido frente ao Sporting, na 11ª ronda.

 

In: Maisfutebol

 

Estrela da Amadora: Nélson; Hugo Gomes, Vidigal, Nuno André, Ney Santos; Fernando Alexandre, Marcelo Goianira, Jardel; Vítor Moreno, Anselmo, Varela.
Ainda jogaram: Celestino (Jardel, 60min), Pedro Pereira (Ney Santos, 67min), Rui Varela (Anselmo, 72min).
Golos: Varela (29min, g.p.).
Cartões Amarelos: Ney Santos (4min), Vidigal (33min).
Cartões Vermelhos: -

 

Benfica: Quim; Maxi Pereira, Miguel Vítor, David Luiz, Jorge Ribeiro; Ruben Amorim, Katsouranis, Yebda, Pablo Aimar; Nuno Gomes, Cardozo.
Ainda jogaram: Di María (Yebda, 57min), Carlos Martins (Ruben Amorim, 77min), Sidnei (Jorge Ribeiro, 79min).
Golos: Cardozo (5min, g.p., 15min, g.p.).
Cartões Amarelos: Yebda (28min), David Luiz (89min).
Cartões Vermelhos: -

 

  • Avaliações

 

 

"Preencheu o espaço que lhe estava reservado. Pouco mais fez, pecando pela falta de criatividade. (2)", In: Record

 

"Voltou à direita, mas, após o Benfica chegar à vantagem, preocupou-se mais em ajudar Maxi Pereira, mostrando por vezes bons pormenores. No segundo tempo, passou para o meio, onde continuou, sem grande brilhantismo, o trabalho de sapa. (5)", In: O Jogo

 

"Melhor no meio, mesmo na direita...

Começou o jogo no sitio do costume, pela direita, mas na última meia-hora, para facilitar a entrada de Di María, foi colocar-se ao lado de Katsouranis e de repente deu-se mais pela sua actuação. Aliás, até antão, mesmo na direita, só se dava por Ruben quando ele vinha para o meio, como no minuto 44, quando serviu Cardozo com grande passe. (5) ", In: A Bola

 

"Voltou ao lado direito do sector intermediário, depois de um passagem pelo centro na final da Taça da Liga. Naquela posição, garante equilíbrio ao meio-campo mas perde influência no ritmo de jogo do Benfica. Ainda assim, marca pontos pela qualidade de passe. Na etapa complementar, quando Quique trocou Yebda por Di María, Ruben Amorim regressou ao seu habitat natural e garantiu maior serenidade na zona fulcral do relvado. Imprescindível neste Benfica.", In: Maisfutebol

 

  • Casos

 

40' - Atopelamento

 

 

Amorim vira-se de forma repentina para tentar chegar a uma bola e leva com Ney Santos em cima, num lance que chegou a assustar. O médio encarnado teve que ser assistido durante alguns minutos.

 

AMARELO... no mínimo. Não houve qualquer cartão, mas Ney Santos podia (e devia) ter visto, pelo menos, o amarelo, que no seu caso até seria o segundo. A entrada de joelho à frente é demasiado perigosa.

 

In: Record

 

  • Declarações

 

Ruben Amorim pensa no resultado

 

 

Após ter actuado no centro do terreno na final da Taça da Liga contra o Sporting, Ruben Amorim voltou a ser aposta de Quique Flores para o flanco direito. Fechando os olhos à qualidade exibicional no colectivo, exteriozou a felicidade pelo triunfo, reconhecendo a importância dos três pontos, que permitem assim manter a perseguição ao FC Porto e Sporting.

 

Depois de os adversários directos da luta pelo título terem vencido ante o Guimarães e Leixões, respectivamente, era fundamental as águias vencerem, como admitiu Ruben Amorim. "O mais importante neste encontro é o resultado, a conquista dos três pontos", atirou, referindo-se a uma partida em que o Benfica entrou praticamente a vencer, com Cardozo a marcar por duas vezes a partir da marca de grande penalidade, mas depois acabaria por sofrer para segurar os três pontos até final, após ter visto Varela reduzir o marcador ainda na primeira parte. (...)

 

In: O Jogo

(adaptado)

publicado por Frederica às 19:21
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