Benfica derrota V. Guimarães e ganha troféu

  • Crónica

 

© SLBenfica

 

O Benfica conquistou o Torneio Cidade de Guimarães, arrecadando um troféu com a primeira vitória no legado de Quique Flores (1-2). Em demonstração de tremenda eficácia, o treinador espanhol conseguiu demonstrar as vantagens do 4x4x2 que insiste em colocar sobre o terreno de jogo, mediante constantes adaptações. Com uma contra-ofensiva letal, os encarnados marcaram dois golos na etapa inicial e surpreenderam o Vitória.

 

A presença de Óscar Cardozo acrescenta clarividência atacante, formando uma parceria eficaz com Aimar. Com via aberta pelo lado esquerdo, o entusiasmante Urreta galgou terreno para causas danos irreparáveis na formação local (a chegada de Reyes, anunciada pelo Maisfutebol, aumenta o leque de opções no sector). O Vitória de Guimarães entrara a mandar, como se impunha, e ameaçara em lances de bola parada, mas a pressão redundou num imenso nada. Na etapa complementar, o cerco apertou-se e a formação vimaranense reduziu para a diferença mínima, aumentando os focos de emoção.

 

Desmontando os esquemas tácticos de parte a parte, víamos um projecto em formação e outro que superou expectativas na temporada transacta. No Benfica, o 4x4x2 veio para ficar, obrigando a ajustes e experiências circunstanciais. Pelo centro, a máquina pareceu bem oleada, mas Miguel Vítor e Ruben Amorim saltavam à vista como corpos estranhos à direita. Fecharam o flanco, enquanto os encarnados carregavam pela canhota. Léo nem precisou de subir, pois Urreta estava em todas. Cavou uma grande penalidade, em antecipação a Sereno, e participou no segundo golo, apontado pelo infeliz Mohma após combinação encarnada na área.

 

Em apenas 22 minutos, apesar de algumas ameaças à baliza contrária, o Vitória encontrava-se em branco e já lamentava dois golos sofridos. No seu 4x2x3x1 de sempre, Cajuda via a equipa produzir quanto baste, mas faltava calma para compensar o esforço. A toada manteve-se na etapa complementar. Quando a arte falha, os minhotos recorrem às reservas de esforços e vão de novo à luta. Ao minuto 68, o fluxo bateu na mão de Léo, permitindo a Moreno reduzir a desvantagem.

 

Por essa altura, a qualidade já tinha feito as malas e estava a caminho de casa. Sobravam picardias desnecessárias, faltas em catadupa e um árbitro complacente, num quadro demasiadamente português. É pena. E assim, entre esses episódios nem tanto amigáveis, a equipa da casa foi carregando em direcção ao empate. Belo teste à solidez dos mecanismos defensivos do Benfica. Apesar do sufoco, nota positiva.

 

 

V. Guimarães: Nilson; Andrezinho, Sereno, Moreno e Mohma; João Alves e Flávio Meireles; Carlito, Fajardo e Desmarets; Douglas.
Ainda jogaram: Jean Coral, Luciano Amaral, Marquinho, Roberto, Wénio.

Golos: Moreno (68min g.p.).

Cartões Amarelos: nada a assinalar.

Cartões Vermelhos: nada a assinalar.

 

Benfica: Moreira; Miguel Vítor, Sidnei, Luisão e Léo; Ruben Amorim, Carlos Martins, Katsouranis e Urreta; Aimar e Cardozo. 

Ainda jogaram: Bynia, Nuno Gomes, Nélson, Fellipe Bastos.

Golos: Cardozo (13min g.p.), Mohma (22min p.b.).

Cartões Amarelos: nada a assinalar.

Cartões Vermelhos: nada a assinalar.

 

In: Maisfutebol 

  • Avaliações

 

"Uma das surpresas reservadas por Quique Flores e claramente uma aposta ganha. É verdade que não conseguiu, na segunda parte, manter os níveis registados até ao intervalo mas foi claramente um dos mais profícuos da noite. Logo, pela acção directa nos dois golos, especialmente no primeiro, com um passe para Urreta que foi assim uma espécie de intervenção divina para os encarnados. Foi perdendo algum fulgor na direita e aceita-se a substituição a pouco mais de 20min do final do encontro.", In: Record

 

"A ESTRELA

Uma agradável surpresa aos olhos dos adeptos encarnados, que só poderiam ficar espantados se não acompanhassem já o trajecto do médio no Belenenses. Encostado à direita, fez o seu melhor jogo desde que chegou à Luz. Sempre solícito, rasgou a defesa vimaranense no lance que acabaria por levar Urreta a ser carregado em falta na grande área e também foi seu o passe para Cardozo que redundou no segundo tento encarnado. Defendeu bem, atacou melhor e, desta feita, deixou as quatro linhas com um sorriso nos lábios.", In: O Jogo

 

"Surpreendente o facto de ter actuado junto à linha, mas o jogador fez uso de toda a sua inteligência táctica para fechar bem o flanco (preciosa ajuda a Miguel Vítor) e para procurar Katsouranis, Martins e Aimar de forma a criar desequilíbrios em zonas interiores. E foi assim que, aos 11’, isolou Urreta num lance que originaria a grande penalidade que resultou no primeiro golo, e que, aos 20’, encontrou Cardozo isolado para o lance do 0-2. Pode não ter brilhado tanto como Aimar ou Martins, mas revelou-se decisivo… e a partir da direita.", In: SLBenfica.pt

 

  •  Declarações

 

«Estou a ganhar o meu espaço»

 

Um triunfo sabe sempre bem, sobretudo quando significa a conquista de um troféu. Só que Ruben Amorim destacou "as melhorias do Benfica" no decorrer das últimas semanas, além da "assimilação das ideias do novo treinador". Uma missão que está a ser cumprida, nomeadamente em termos pessoais. "Tenho lido que estaria longe de um lugar na equipa, mas, na verdade, tenho vindo a conquistar o meu espaço e estou a melhorar", sustentou.

 

Mesmo com os encarnados afastados da Liga dos Campeões, Ruben Amorim diz que "ninguém pode ficar triste por estar no clube" da Luz e "todos os jogos são encarados para ganhar, quer nas competições nacionais, quer na Taça UEFA". A terminar, ficou um rasgado elogio para o futuro reforço: "O Reyes é mais um bom jogador para o Benfica."

 

In: O Jogo

publicado por Frederica às 16:22
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