Benfiquistas entrevistam Ruben Amorim

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Numa iniciativa do Site Oficial do Benfica, os internautas puderam entrevistar Ruben Amorim, o polivalente médio português que desde há um ano para cá se tem destacado na equipa “encarnada”. Uma conversa ampla, com origens em vários pontos do país e à qual nem faltou o jornal ‘O Benfica’, que também fez algumas questões ao jogador. Eis, pois, Ruben Amorim, na primeira pessoa, a responder a algumas das muitas perguntas formuladas pelos benfiquistas.

- A tua reconhecida polivalência é um trunfo para a integração neste modelo táctico de Jorge Jesus (4x4x2 em losango)?

Jornal 'O Benfica'

Penso que sim. A equipa tem que contar com este tipo de jogadores também. Há posições em que me sinto melhor, mas o importante é ajudar a equipa. É muito melhor jogar do que ficar no banco. Em última análise, a polivalência ajudará o rendimento da equipa.

- Chegar ao Benfica foi um sonho realizado… que balanço fazes desse sonho?

Jornal 'O Benfica'

Foi um ano de adaptação a uma realidade diferente, a um clube com a dimensão do Benfica, a um nível de exigência enorme e a uma pressão que é diária. Foi, sem dúvida, um sonho concretizado. Jogar no melhor Clube português que é, ao mesmo tempo, o maior clube do mundo, é fantástico. É verdade que foi um ano complicado, mas não foi tão mau como as pessoas quiseram fazer crer. É claro que não ganhámos o campeonato, o que nos deixou tristes. Pessoalmente, vivi um ano positivo e só espero que tudo continue a correr bem daqui para a frente.

- Como é representar profissionalmente uma equipa tendo frequentado as suas escolas de formação? Traz vantagens, mais amor à camisola, mais conhecimento da mística benfiquista?

Gina Margarida Vieira, Porto de Mós

Ajudou, pois trabalhei com pessoas que me ensinaram muito. Começar a aprender num clube grande, com os melhores treinadores, é bom. Sair também me fez bem, pois vivi outras realidades. Valorizei mais o regresso! É evidente que tenho uma ligação mais forte ao Benfica em função do passado, mas isso aumenta também o meu nível de responsabilidade.

- Gostava de saber se o Jorge Jesus lhe disse algo quando chegou ao Benfica para treinar. O que lhe disse mais precisamente, sobre o seu papel na equipa, a suas qualidades, o que tem de trabalhar...

Roberto Martins, França

É engraçado, pois o “mister” fala muito com os jogadores, mas eu fui daqueles com quem ele falou menos. Também é verdade que já me conhece bem e não é preciso falar muito. E até aqueles com quem ele insiste e fala muito têm de ficar contentes, pois quer dizer que ele gosta muito deles e que apenas pretende ajudá-los a melhorar.

- Olá Rúben, gostava que nos fizesse um balanço do primeiro ano (depois do regresso) no Benfica. Quais as perspectivas para este ano, tanto individualmente como colectivamente?

Helena Dantas - sócia n.º 42358 - Lisboa

Em relação ao balanço e sensações do primeiro ano já falei na resposta anterior. Quanto aos objectivos, sem dúvida ganhar o campeonato. Esse deve ser o nosso principal objectivo! Um clube como o Benfica precisa de ir à Liga dos Campeões e de vencer títulos. É essencial. Individualmente, é jogar. Vai ser um ano complicado, mas eu quero alinhar em todos os jogos e ajudar o Benfica.

- Qual foi o jogo que te deu mais gozo ganhar até hoje e porquê?

Hélder Paiva, Mem Martins

Todos dão gozo quando se ganha, mas aquele que mais me marcou foi o Benfica x Nápoles. Até por ter sido aquele em que conquistei mais os adeptos e em que conseguimos obter uma grande vitória e logo na noite de estreia da Benfica TV.

- Sonhas ser capitão do Benfica?

Sofia, Sintra

Lembro-me que só no Corroios não fui capitão. Até no Benfica fui capitão nas camadas jovens. Mas eu vivo o dia-a-dia. Acho que a braçadeira está muito bem entregue.

- Onde achas que poderás render mais: a trinco, a interior direito, a extremo direito?

Bruno

Eu quero é jogar. Adapto-me a qualquer uma das posições, seja no meio ou nas alas quando o sistema é o losango.

- Sendo sócio do Benfica desde a nascença, como te sentiste na primeira vez que pisaste o relvado do Estádio da Luz e te aplaudiram?

Miguel Castelhano, Damaia


Foi uma sensação incrível. Não estava habituado a ter tanta gente a puxar pela minha equipa. Cresci a ver jogos do Benfica e depois é engraçado estar lá em baixo. Agora, acho que as pessoas viram o Rúben Amorim do ano passado e vão exigir mais de mim.

- Não digo que o Belenenses não seja uma boa equipa, mas de repente saber que um clube como o Benfica o queria contratar deve ter sido algo especial...

Luís Francisco Marques Rodrigues, Vila Nova de Gaia, sócio n.º 122927

Foi uma alegria enorme. Tinha vários convites na altura. O Benfica contactou-me e eu falei com o meu empresário. Lembro-me que havia movimentos no clube e eu até tinha viagens marcadas para Itália, mas era eu próprio que perguntava ao meu empresário se já havia novidades da Luz. Tive muita vontade. Era o meu desejo vir para o Benfica e fiquei muito feliz quando se concretizou.

- Ruben, sendo tu benfiquista desde pequeno e, pelo que sei, sócio, gostaria de saber qual é a sensação de cumprir o sonho de uma vida, o de representar o Benfica, clube do coração?

Daniel Marçal, Santo António dos Cavaleiros, sócio n.º 22453

Não quero que as pessoas pensem que jogo pelo coração. Sou um profissional e os meus colegas lutam tanto pelo clube como eu. Eu tenho a sorte de também ser adepto do Benfica, tal como a minha família, e de ter crescido a ver o Benfica. Só tenho pena de não ter jogado no velhinho Estádio da Luz.

 

In: SLBenfica

publicado por Frederica às 23:02
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