Grande vitória (4-0) frente ao Portsmouth

  • Pré-Época 2009/10 - Torneio Cidade de Guimarães

 

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Notícia mais evidente: a nação encarnada vive uma alegre ilusão sobre o futuro, e tem motivos para isso. É uma ilusão fundamentada, sem dúvida. O Benfica marca golos, ganha e sobretudo joga bem. Um futebol latino, construido, seguro, trabalhado. Esta noite marcou quatro golos, mas mais do que isso vulgarizou um adversário inglês.

 

Mesmo que o onze seja teoricamente muito ofensivo, o princípio do futebol assenta nos processos defensivos, materializados num pressing subido no campo que não deixa o adversário jogar perto da baliza encarnada. Quim, por exemplo, só foi colocado uma vez à prova durante toda a partida: num cruzamento-remate que nem chegou a criar perigo.

 

O resto é uma equipa subida, assente numa defesa segura, que inicia as jogadas em toques curtos, com muita mobilidade, dois jogadores bem colocados à linha e liberdade para criar. O Benfica joga quase sempre um futebol simples, de toque e desmarcação, mas dá liberdade ao génio individual. Di María foi esta noite a face mais visível.

 

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Ora no meio de todos estes bons sinais foi surgindo um futebol vistoso, sempre virado para a frente, capaz de criar perigo com boa cadência. E quatro golos, claro. Dois na primeira parte e dois na segunda. Cardozo bisou antes do intervalo, Weldon e Wilkinson marcaram depois. O que mostra como o futebol encarnado não caiu com o intervalo.

 

É verdade que o Portsmouth surgiu mais atrevido na segunda parte, mas passou num instante. O Benfica não deixou que durasse mais de quinze minutos. Jorge Jesus tratou de refrescar a equipa cedo, trocou os jogadores mais cansados e assegurou a força que se tornou fundamental nesta equipa: tudo começa na disposição dos atletas para correr.

 

Até quando pode este Benfica aguentar?

 

Ora é precisamente também na disposição dos jogadores para correr que começa a única dúvida legítima nesta altura. A equipa está no limite do risco. Continua a trabalhar até à fronteira do razoável e acusa um cansaço que pode ser perigoso. Maxi Pereira, por exemplo, saiu lesionado. Vários outros jogadores chegaram à hora de jogo de rastos.

 

Mas esse é talvez o risco de criar uma onda encarnada. Uma onde que Jorge Jesus sabe ser necessária para ganhar o conforto que necessita para encarar as dificuldades mais tarde. Será um risco calculado, portanto. Para já está a funcionar bem. O treinador vive em estado de graça. Como se percebeu pelos elogios que recebeu das bancadas no fim, aliás. A onda encarnada está lançada.

 

Resta dizer que o Benfica decide este domingo o Troféu Cidade de Guimarães, frente ao V. Guimarães que também venceu o Portsmouth. Pode então somar o terceiro título desta pré-época.

In: Maisfutebol

 

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Benfica: Quim; Maxi Pereira, Luisão, Sidnei e David Luiz; Ruben Amorim, Javi Garcia e Di María; Pablo Aimar; Saviola e Cardozo.

Ainda jogaram: Weldon (Cardozo, 46min), Carlos Martins (Pablo Aimar, 62min), Keirrison (Saviola, 76min), Fábio Coentrão (Maxi Pereira, 80min).

Golos: Cardozo (16min, 34min), Weldon (70min), Wilkinson (86min, p.b.).

Cartões Amarelos: -

Cartões Vermelhos: -

 

Portsmouth: Begovic; Yassin, Kaboul, Distin e Beladj; Basinas e Heyden Mullins; Pancrate, Kranjkar e Euger Bopp; John Utaka.

Ainda jogaram: Finnan (Yassin, 46min), Wilkinson (Distin, 46min), Mokoena (Euger Bopp, 46min), Kanu (John Utaka, 46min).

Golos: -

Cartões Amarelos: -

Cartões Vermelhos: -

 

  • Avaliações

 

 

"Parece estar sempre em alta rotação, ora à direita ora à esquerda e cumpre com mestria a sua função.Canaliza muito jogo pelo flanco direito, combinado com Maxi mas também com Aimar e Di María. Acabou a lateral-direiro sacrificando-se pelo grupo. (3)", In: Record

 

"Começou a partida a médio-interior direito e terminou a lateral-direito, em virtude da lesão de Maxi Pereira. Esteve ontem discreto e abaixo das suas possibiliades. Perdeu algumas bolas, mas recuperou outras. É um elemento sempre útil na equipa.", In: O Jogo

publicado por Frederica às 17:13
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