Benfica vence (0-2) Everton em Goodison Park

  • Crónica

 

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O Benfica deu uma demonstração inequívoca de força e ganhou no terreno do maior rival do Grupo I: 2-0 sobre o Everton. Um triunfo seguro, consistente, construído com tempo e justo. A formação de Jorge Jesus teve que sofrer, é verdade que sim, mas fê-lo com tolerância. No momento certo partiu para o triunfo.

 

 

A primeira parte, de resto, foi o período mais difícil. O Everton entrou em campo com vontade de capitalizar o factor casa, forte na pressão sobre os encarnados, jogando um futebol atlético, muito rápido e de cruzamentos para a área. Rodwell e Yakubu por duas vezes, Fallaini e Cahill ameaçaram a baliza de Júlio César.

 

Os remates do Everton, porém, raramente criaram verdadeiro perigo. A formação inglesa dominava, sim, até rematava mais, mas não encostava o Benfica às cordas. O Benfica, aliás, que entregou o domínio ao adversário mas não se encolheu. Saviola e Di Maria obrigaram Tim Howard a duas boas defesas.

 

Ora talvez como premonição da excelente segunda parte encarnada, o primeiro tempo terminou com uma óptima ocasião de golo: Cardozo cabeceou ao poste, após cruzamento de Fábio Coentrão, naquela que foi melhor oportunidade. O Benfica saía por cima para os balneários e voltava ainda mais alto.

 

© Daylife

 

Di Maria dá o tom, Aimar entra para o acompanhar

 

A segunda parte, aliás, foi toda encarnada. Começou por sê-lo muito carregada nas costas de Di Maria. O esquerdino soltou-se e soltou a equipa. Rematou duas vezes com perigo (uma das quais isolado após excelente passe de Cardozo) e impôs distâncias no jogo. A partir daí, dessas distâncias, o Benfica tornou-se melhor.

 

Fez o primeiro golo aos 62 minutos, numa jogada começada pelo próprio Di Maria e finalizada por Saviola, e garantiu a vitória aos 75 minutos, quando Cardozo atirou para o triunfo. Um golo irregular, é verdade, que surgiu em fora-de-jogo mas que não invalida a certeza de justiça no efeito que teve no resultado.

 

A jogada tinha iniciada por Aimar, um jogador que desta vez entrou apenas na segunda parte. O que vem mesmo a propósito para sublinhar a importância que teve na mudança do futebol encarando, ele que trouxe serenidade com a bola nos pés e capacidade de circulação. É nesta altura fundamental.

 

Até ao fim, o resultado esteve mais perto de se dilatar do que encolher. O Benfica redimiu-se assim da melhor forma da derrota em Braga e deu um passo de gigante na Liga Europa. Um ponto em dois jogos é tudo o que precisa. A única má notícia acabou por ser a lesão de Ramires: saiu na primeira parte e com má cara.

In: Maisfutebol

 

 

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Everton: Tim Howard; Tony Hibbert, Joseph Yobo, Sylvain Distin, Leighton Baines; Dan Gosling, Jack Rodwell, Fellaini, Bilyaletdinov; Tim Cahill, Ayegbeni Yakubu.
Ainda jogaram: Jô (Dan Gosling, 69min), Kieran Agard (Ayegbeni Yakubu, 81min).
Golos: -
Cartões Amarelos: Ayegbeni Yakubu (20min), Jack Rodwell (51min), Tony Hibbert (79min).
Cartões Vermelhos: -

 

Benfica: Júlio César; Ruben Amorim, Luisão, David Luiz, Sidnei; Javi García, Ramires, Fábio Coentrão, Di María; Cardozo, Saviola.
Ainda jogaram: Maxi Pereira (Ramires, 45+1min), Aimar (Fábio Coentrão, 61min), Felipe Menezes (Saviola, 87min).
Golos: Saviola (63min), Cardozo (76min).
Cartões Amarelos: Júlio César (87min).
Cartões Vermelhos: -

 

  • Avaliações

 

© Isabel Cutileiro 

 

"Cumpriu a defesa-direito mas sente-se mais confortável no centro do terreno. E isso viu-se quando passou para o lugar deixado vago pela lesão de Ramires. Participou no lance do 0-2 e quase marcava nos descontos. (3)", In: Record

 

"Começou a lateral-direito e Bilyaletdinov deu-lhe bastante trabalho. Passou para o meio-campo com a lesão de Ramires e fez uma boa dupla com Javi García. Até tentou subir à área do Everton, tendo participação activa no 0-2. (6)", In: O Jogo

publicado por Frederica às 20:14
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