Sem vencer, Benfica traz vantagem para Portugal (1-1)

  • Crónica

 

 

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Ainda não foi desta que o Benfica festejou uma vitória na Alemanha! Di María voltou a marcar em solo germânico (pela terceira vez), e deu sinais de que o trauma ia ser ultrapassado, mas um autogolo de Javi García negou esse cenário.

 

O Benfica conseguiu um resultado claramente positivo, com vista à passagem aos oitavos-de-final da Liga Europa, mas a postura demasiado passiva e cautelosa desperdiçou uma bela ocasião para conseguir um triunfo inédito.

 

Quando marcar dois golos não chega...

 

Quando Di María inaugurou o marcador, logo aos quatro minutos, após um belo passe de Carlos Martins, a tarefa do Benfica parecia ainda mais simplificada. Puro engano. A equipa de Jorge Jesus adoptou uma postura excessivamente cautelosa, e permitiu que o Hertha não só recuperasse a desorientação inicial, como ainda adquirisse capacidade para discutir o resultado.

 

 

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Mesmo sem mostrar grande qualidade (que não tem), a equipa alemã conseguiu chegar ao empate aos 33 minutos, beneficiando de um lance infeliz de Javi García, que desviou um cruzamento para a sua própria baliza.

 

No início do segundo tempo fica por assinalar uma grande penalidade a favor do Benfica, por falta sobre Ramires (53m), mas a equipa portuguesa voltou do intervalo com a mesma falta de chama. O Hertha ia acreditando que podia vencer, sobretudo depois de Nicu ter enviado uma bola ao poste (56m).

 

Insatisfeito, Jorge Jesus lançou Aimar e Felipe Menezes (saíram Carlos Martins e Ramires). O Benfica voltou a controlar as operações, mas revelando sempre pouco acerto no passe e fraca inspiração no ataque. Já perto do fim o técnico encarnado deu sinal à equipa que a prioridade era segurar o empate, fazendo entrar Miguel Vitor para o lugar de Saviola, e essa missiva foi seguida com sucesso.

In: Maisfutebol

 

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Hertha Berlim: Jaroslav Drobnv; Lukasz Piszczek, Arne Friedrich, Steven Von Bergen, Kobiashvili; Patrick Ebert, Janker, Cícero, Maximilian Nicu; Raffael, Andrian Ramos.
Ainda jogaram: Florian Kringe (Maximilian Nicu, 61min), Theofanis Gekas (Raffael, 88min).
Golos: Javi García (33min, p.b.)
Cartões Amarelos: -
Cartões Vermelhos: -

 

Benfica: Júlio César; Ruben Amorim, Luisão, David Luiz, César Peixoto; Javi García; Ramires, Carlos Martins, Di María; Saviola, Cardozo.
Ainda jogaram: Pablo Aimar (Carlos Martins, 63min), Felipe Menezes (Ramires, 63min), Miguel Vítor (Saviola, 82min).
Golos: Di María (4min).
Cartões Amarelos: César Peixoto (24min), Ramires (44min), Júlio César (75min).

Cartões Vermelhos: -

 

  • Avaliações

 

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"Um erro defensivo perante Nicu na 1.ª parte possibilitou o primeiro lance de perigo dos germânicos. Após o intervalo ainda se aventurou menos no ataque. (2)", In: Record

 

"Voltou a ser adaptado a lateral-direito e não deu conta do recado. O Hertha observou as dificuldades do habitual médio e apostou no ataque pelo lado direito da defesa encarnada. Uma noite não. (4)", In: O Jogo

 

  • Declarações

 

«Polivalência tem sido mais uma desvantagem»

 

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Ruben Amorim assume que não lhe agrada o facto de alternar constantemente entre a utilização a meio-campo e no lado direito da defesa. O jogador do Benfica acredita mesmo que essa polivalência lhe tem sido prejudicial.

 

«Não tem sido uma vantagem. Tem sido mais uma desvantagem do que uma vantagem», disse o jogador, após o empate a uma bola com o Hertha de Berlim, na primeira mão dos 16 avos-de-final da Liga Europa.

 

«Foi um jogo complicado. Penso que começámos bem, fizemos o mais difícil, que foi marcar um golo fora. Tivemos uma infelicidade, mas está tudo em aberto para a segunda mão. O Benfica é favorito por jogar em casa», acrescentou o jogador português, em Berlim.

In: Maisfutebol

 

publicado por Frederica às 18:33
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