Ruben Amorim - Campeão à nascença

  • Reportagem/Entrevista


 

Mal viu o mundo, já era sócio do Benfica. Na antiga Luz construiu sonhos, mas viveu também a primeira desilusão. Um dia regressou. Hoje é um dos heróis de um Benfica de volta ao passado. Conheça a vida do sócio número 18.301.

 

 

Dia 27 de Janeiro de 1985. Nascia, em Lisboa, Ruben Amorim. "Era dia de Benfica-Porto. A minha mãe, Anabela, conta que o meu pai, Virgílio, chegou à maternidade, deu-lhe um beijo a ela e outro a mim e foi para a Luz para me fazer sócio e ver a bola."E assim se conta a primeira história de vida daquele que hoje é o camisola 5 do Benfica (pedida de forma quase desesperada, após a saída de Léo, em forma de homenagem a Zidane, que ele sempre considerou um "jogador do outro mundo e uma pessoa que sempre que fala é ouvido, pela forma de estar").

 

Na estrada do Bem Sucesso

 

Sócio número 18.301, habitou-se a ir ver o Benfica ao estádio em jeito de prenda de anos. E a explicação é simples: curiosamente, nos seus aniversários havia sempre dérbi. "Era a minha prenda. Umas vezes com o meu pai, outras com a minha mãe, que fazia sempre um grande sacrifício, pois tinha de comprar bilhetes para nós e deslocar-se."

 

Num rés-do-chão do Bom Sucesso, em Alverca, cresceu. Agarrado ao irmão, Mauro, dois anos mais velho, era o mais pequeno de um grupo de 20 amigos que fazia das ruas os palcos do sonho futebolístico. "Chegávamos a jantar em pé, porque tínhamos a malta a chamar-nos", conta. A mãe, contabilista de profissão, é que não gostava nada. "Havia certas coisas em que ela era rígida, e jantar sem estarmos sentados à mesa era uma delas, mas lá no fundo sempre nos compreendeu e por isso gostava que nos divertíssemos." A mesma mãe que gera tantas boas recordações.

"Sempre fui muito agarrado a ela e ao meu irmão. Lembro-me dos pequenos almoços ao sábado, único dia em que ela não trabalhava. Levantávamo-nos às sete da manhã e não a deixávamos dormir." Também passava muito tempo com a avó Helena: "A minha mãe trabalhava cedinho e deixava-nos com ela. Nós, já depois de crescidos, continuávamos a gostar muito do galão e das torradas da minha avó. São coisas pequenas que ficam na memória."

 

Na escola fazia dupla com o irmão. "Às vezes, quando se metiam comigo, ele perdia a cabeça e defendia-me com todas as forças." Nas ruas, Amorim era o "carro de assalto", alcunha dada pela própria mãe, pois o mais pequeno andava sempre na peugada de Mauro. No desporto, o irmão viria a ter papel importante, mas não na primeira experiência. Desafiado pelos amigos a experimentar o hóquei em patins, lá rumou ao Alverca para aprender a patinar. Como era o mais novinho, calhou-lhe a fava: foi para a baliza. E de lá não saiu durante dois anos. "Eu sempre fui tímido, embora não pareça, e aquilo era uma espécie de captações. Poucos sabiam patinar, mas depois começámos a treinar e vimos que faltava um guarda-redes. E, já se sabe, o mais novo sofre. Eu bem tentei sair da baliza, mas eles diziam que eu estava bem. Lembro-me de que no primeiro jogo estava nervoso e cheio de cólicas. Joguei a suplente e a nossa equipa era fraquinha. Mas com o tempo fomos melhorando e começámos a perder menos." No entanto, um dia fartou-se e nunca mais voltou.

 

"Ficava nervoso à espera que o meu

pai chegasse para ir treinar"

 

A lateral direito com... Chalana

 

Por essa altura já Mauro jogava nas escolinhas do Benfica. Sem o hóquei, Ruben também quis ser submetido a provas. Bastou um treino e pela Luz ficou. "Lembro-me de que ficava muito nervoso à espera que o meu pai chegasse para ir treinar. Fiquei seis anos: dois de Escolas, três de Infantis e um de Iniciados." Foi capitão, tal como tinha sido no hóquei e nos outros clubes por onde passaria. "Jogava como médio centro, mas no último ano o mister Chalana colocou-me como defesa direito num torneio em Bilbau e dali nunca mais me tirou", lembra aquele que só numa ocasião foi apanha-bolas. "Foi num jogo com a Académica, em que o Tahar marcou o golo do empate mesmo a acabar. E não foi mais vezes porque os meus pais não tinham disponibilidade para me ir pôr à Luz." Tudo corria bem, mas Vale e Azevedo abdicou de muitos dos escalões de formação. Ruben foi um dos que viu o sonho tolhido. "Quando saí do Benfica, cheguei a ir ao Sporting, chateado, e até me chamaram, mas acabei por não ir, não quis. Estive para ir para o Oeiras, mas optei pelo CAC Pontinha, pois o meu irmão também foi para lá jogar." Uma experiência de que não se arrepende: "Diverti-me muito, apesar de ter sido o sítio onde joguei pior. Os treinadores eram, acima de tudo, nossos amigos e preocupavam-se com a escola. Foram dois anos fantásticos, que recordo com muito carinho." Mas Ruben estava longe de casa (naquela altura na Margem Sul) e isso custava: "Saía da escola, muitas vezes a chover e tinha que apanhar o autocarro para a Praça de Espanha e depois mais dois autocarros até ao Bairro Padre Cruz, onde chegava de rastos, e ainda tinha de andar bastante até chegar ao campo. Abdiquei de muitas coisas numa altura em que os meus amigos combinavam jogar à bola e se divertiam. Mas eu adorava os treinos e nunca faltava... nem a minha mãe deixava, pois dizia-me que a aplicação é a alma do sucesso."

 

 

A escolha...

 

Depois do CAC, o Corroios, mais perto de casa. "Fiquei lá um ano como juvenil. Mais uma vez fui atrás do meu irmão. Aliás, só nos separamos quando eu fui para o Belenenses e ele para o Alverca. Basicamente, no Corroios senti que voltei a ter tempo para mim, além de jogar ao lado de amigos de sempre. Curiosamente, foi um ano em que cresci bastante, não só como jogador mas também em altura." Ajudou o clube a vencer o Belenenses e o Sporting e no fim da época não estranhou que rumasse ao Belenenses. "Na altura, o irmão do David Simão (jogador do Benfica), que é como família para mim, foi ao Belenenses, e eu fui também, mas tinha tirado o gesso do braço no dia anterior. Para não ter muito contacto, joguei como central, mas não deixaram de sair de lá a minha mãe sem eu assinar. Fiquei como juvenil de segundo ano e depois como júnior."

 

Manuel José apostou nele, apesar de ser júnior de primeiro ano. "A pré-época foi complicada. Íamos de manhã para a mata e era desgastante, mas nós estávamos a viver um sonho." Era chegada a hora da decisão. Apesar das boas notas a Química e a Português - "eu e o meu irmão sempre fomos aplicados na escola, porque queríamos poupar a nossa mãe a problemas. Eu tinha orgulho em ter boas notas" -, acabou por ter de abdicar dos exames finais do 12.º ano porque estava na hora de apostar no futebol, visto que o primeiro contacto profissional estava ali à porta. "Por um lado tenho pena, pois teria terminado o 12.º ano facilmente."

 

O "não" a Manuel José

 

Centrado numa prometedora carreira, Ruben teve as primeiras provas de que o futebol sénior não era fácil. Lembra-nos, por exemplo, a nega que um dia deu a Manuel José: "Ele era fantástico, tratava os mais jovens de igual forma. Mas às vezes jogava com três centrais e por isso queria pôr-me na direita como defesa/médio. Na altura, com 18 anos, eu disse-lhe que não, pois era médio centro."O treinador rumou ao Egipto, onde obteve feitos faraónicos, e Amorim conheceu Vladislav Bogicevic, treinador com que se estreou no campeonato, em 2003, frente, imagine-se, ao "seu" Alverca. Jogou um minuto, obra e graça de... Rui Casaca. O adjunto é que lembrou o técnico de que, com a vitória por 2-0 garantida, era hora de estrear o miúdo. Daí para a frente a história é conhecida. Transformou-se num dos melhores jogadores dos "azuis" e, segundo diz, beneficiou das valências acrescentadas por José Couceiro (apesar de nos primeiros treinos lhe trocar o nome), de Carlos Carvalhal (embora o técnico, na altura, lhe dissesse que não era eficaz a defender) e de Jorge Jesus, com quem ganhou polivalência.

 

"Viagem" para a Luz

 

Em 2008 chegava ao fim a etapa em Belém. Tinha viagem marcada para Itália e Alemanha, onde se aprestava para decidir. "Já tinha acertado com o Belenenses para sair e na altura tinha a Lázio e o Wolfsburgo como fortes possibilidades. Queria ajudar a família, ter estabilidade, e na altura ia para o estrangeiro. Lembro-me de que tinha viagem marcada para Roma e para a Alemanha. Recebi um contacto do Rui Costa, que me surpreendeu tanto que nem pensei que era ele. Foi fundamental para a minha decisão, fiquei muito orgulhoso, contei logo aos meus pais e depois tudo correu bem." O regresso à Luz dava-se a 7 de Julho de 2008. Mas a grande conquista só se deu em Guimarães. "O Benfica estava a construir uma grande equipa, com um treinador novo, e eu vim um pouco mais gordo das férias. Ainda por cima o plantel estava largo e eu era um dos que ficava de fora em alguns exercícios. Mas depois comecei a ganhar forma física e a fazer dieta e Quique Flores começou a encarar-me de outra forma. Lembro-me de que com o PSG, em Guimarães, entrei para a direita e depois, com o Guimarães, ganhei mesmo a confiança dele." A partir daí tudo mudou e Amorim partiu para uma grande época. O agradecimento ao técnico espanhol é por isso natural: "Foi sempre um treinador justo. Falava com todos, era frontal, abria o jogo nas conferências de imprensa e só tenho de agradecer por ter apostado em mim ao logo da época e me ter elogiado no final. Simplesmente não teve a sorte de fazer um bom campeonato, mas deixou muita coisa boa cá."

 

"Os meus três anos com Jorge

Jesus correspondem a seis"

 

Viver o sonho

 

Até que chegou o início da época 2009/2010 e a desilusão colectiva deu lugar ao sonho. Para Ruben Amorim, a conquista do título não espanta. É que ele, mais do que qualquer outro, conhecia Jorge Jesus, o técnico responsável pela evolução da equipa. "Nós fizemos um grande campeonato e isso é indiscutível. As pessoas não imaginam o trabalho que tivemos. Saímos daqui à noite, passávamos muitas horas no Seixal. Por isso é que só num ano montámos esta equipa e esta forma de jogar. É certo que conseguimos mais goleadas no inicio da época, mas nota-se pelas movimentações uma maior evolução a partir do meio da época. Nós éramos capazes de conhecer melhor cada equipa com que jogávamos do que eles a nós. Sabíamos tudo, víamos tudo. São pormenores que fazem a diferença. Não facilitámos em nada. Além disso, a meu ver não se pode só contratar bons jogadores dentro de campo, há que ter um bom grupo e nesse sentido o Benfica escolheu bem. Somos amigos e criou-se aqui um ambiente muito bom."

 

 

Para Jesus, palavras de elogio, valorizadas pela frontalidade que define Amorim: "A maior parte dos jogadores dirá que foi o treinador com quem aprendeu mais. É um treinador intenso. Não é fácil, pois, por exemplo, os meus três anos com ele correspondem a seis, tal a intensidade da exigência e a informação transmitida. Lembro-me da primeira frase que ele me disse num treino do Belenenses e que me marcou. Ele parou o treino e disse-me: 'Vou fazer de ti um grande jogador, mas não vais jogar à tua maneira, vais jogar à minha.' Isso define-o. Até posso estar enganado, mas acho que há semanas em que ele escolhe um jogador e durante aqueles dias faz com que ele aprenda como nunca. Devido à exigência, diria que é um treinador que faz com que vamos de férias com outra alegria [risos] mas lá está, quando chegámos ao Marquês e vimos aquilo, olhámos uns para os outros e dissemos que tinha valido a pena, que tinha razão jogo após jogo, treino após treino." O Marquês, que foi o ponto de reunião de muitos benfiquistas após uma conquista do título que se revelou difícil, mas que, para Amorim, há muito estava prometida. "Nem jogámos muito bem com o Rio Ave, talvez porque estava a ser um sonho. Quando o árbitro apitou foi incrível. Ser campeão pelo Benfica é diferente, é ficar na história. E sendo o Benfica ainda é mais saboroso. Ainda me lembro de que, quando o Sporting esteve 18 anos sem vencer, os meus amigos do Sporting diziam que eu ainda iria passar pelo mesmo, mas eu sempre lhes disse que isso era impossível porque ia conseguir ir para o Benfica e ser campeão". E foi... Agora, campeão, recorda a imagem que mais o marcou: "Ver jogadores como o Saviola, o Javi García ou o Aimar, que foram campeões em grandes clubes, ficarem com uma cara de espanto e verdadeiramente emocionados é algo inexplicável. Para mim foi um orgulho chegar ao Marquês e dizer-lhes, em tom de brincadeira: isto é o Benfica."

 

"Sempre disse que ia conseguir ir

para o Benfica e ser campeão"

 

Futuro

 

E agora, Ruben? Fica a pergunta. Eis a resposta em tons futuristas. "Este ano já demos uma boa imagem do que podemos fazer na Europa, mas a Champions é um mundo à parte. Para mim irá ser uma experiência nova. A equipa está preparada e vai ter reforços. Agora, espero que não perca muitos jogadores. Poucos clubes mundiais têm esse apoio e inovam como o Benfica está a fazer. Este clube é enorme, tem maneira de fazer dinheiro e crescer, mas se quisermos lutar por títulos europeus temos de segurar a equipa, pois somos jovens e temos muita capacidade para melhorar."

 

E quando à Selecção? "É um objectivo. Não gosto muito de falar nisso, mas costumo dizer que as escolhas são para respeitar. Não fui ao Mundial, mas compreendo. Muitas pessoas me abraçam e diziam que era uma injustiça. Até parecia que tinha algum problema. Eu até compreendo, mas encaro esta situação de outra forma, pois o mundo não acaba aqui. Tenho muitos anos pela frente no futebol. Aliás, note-se que não fiz nenhum jogo na qualificação e por isso se fosse chamado, muitos diriam que era uma injustiça. Tenho a certeza de que chegará a minha hora." Da mesma forma como já chegou a nível de clube. Mas, pasme-se, Amorim afiança que as pessoas ainda não viram o verdadeiro Ruben. Esse... está a ser redescoberto. "As pessoas dizem que sou um jogador certinho e seguro. Mas este ano já decidi em alguns jogos. Mas isso sempre fez parte de mim, só que o fui perdendo ao longo dos anos, porque me preocupava apenas com a táctica da equipa. Penso muito no jogo e preocupo-me em não arriscar. O meu jogo perdeu com isso. E acho que se me libertar ainda vou conseguir fazer mais e reencontrar as raízes do meu jogo. O ano passado tinha muito mais medo de errar do que este ano. Mas o meu irmão continua a dizer-me que eu arrisco muito pouco e que as pessoas não vêem o jogador que posso ser."

 

A palavra de irmão que representa um estímulo para o futuro mas também o amor que é partilhado por família. E um dia, quando a bola parar de rolar, fica o mais importante: "Existe uma ligação enorme entre mim, a minha mãe e o meu irmão. Nos jantares de família, os outros levam a mulher e eu levo a minha mãe. Pego nela e vou à ModaLisboa, ou jantar, ou onde quer que seja. Passámos por tanta coisa que existe uma união enorme. O meu maior sonho é ter uma vivenda enorme, com campo de ténis e piscina, e juntar toda a família. Eu sou um pouco comodista e vai-me saber bem não sair de casa e ter a minha gente toda junta. Vai ser isso que irei fazer no final da carreira." Mas até lá... ainda muitos títulos há para conquistar, muitos quilómetros para correr, muitos golos para marcar ou oferecer aos colegas.

 

Ruben Amorim, o futuro começa aqui.

 

Amorim ao espelho

 

Prato: Cozido

Cidade: Lisboa

Filme: Diário da Nossa Paixão

Banda/Música:Micheal Jackson

Internet:Facebook

Jogo:PES

Livros:Biografia de Maradona

Atleta:Michael Jordan

Animal: Cão

 

 

A vida fora de campo

 

- Sempre adorei jogar bowling, mas agora menos. A excepção é quando vou jogar com o David Luiz, mas é complicado, pois ele destrói os pinos e a parede lá atrás, tal a brutalidade.

 

- Ando a aprender ténis. Jogo muitas vezes com o meu irmão. Ainda ando a ver se ganho o jeito.

 

- Estou envolvido num projecto social em que ajudamos crianças a realizar sonhos simples. Quer seja jogarem golfe, irem à praia ou à neve. Há miúdos que nunca foram ao Jardim Zoológico...

 

- Nos estágios, costumo estar tranquilo. Vejo séries, navego a Internet. Mas há aí um grupo que anda sempre às turras por causa do PES: o Quim, o Coentrão, o Peixoto e o Miguel Vítor fartam-se de jogar. E eu, quando jogo, ainda puxo pelo meu jogador (na consola), mas ele é fraquinho, acaba por ficar no banco.

 

- O David Luiz é um grande amigo. Se não fôssemos jogadores, seríamos amigos à mesma. No futebol, a amizade a sério não é assim tão comum. As pessoas podem viver muta coisa juntas, mas depois acabam por se separar porque vão para clubes diferentes. Nós somos muito amigos e ao mesmo tempo há coisas que respeitamos. Nem perguntamos qual é o futuro futebolístico ou esse tipo de coisas mais comuns, mas depois desabafamos em termos de amizade. É uma amizade igual à que tenho com outras pessoas fora do futebol.

 

- O melhor de ser conhecido é ser tratado de forma diferente em muitas áreas da vida. E por um lado acho isso triste, pois diz bem como funciona este País. O pior é não estar à vontade na praça pública quando muitas vezes temos direito a um dia menos bom. E atenção, que eu por norma até sou muito alegre, mas há jogadores que por serem mais introvertidos facilmente passam por prepotentes, quando não o são. Estamos sempre a ser avaliados. Bem que dispensava isso. Imagino o que sofrem os verdadeiros craques...

 

- O ambiente no balneário é o melhor. Eu e o David somos os piores a aprontar, mas atenção que há muitos que também pregam partidas, como o Maxi, o Javi, o Nuno e tantos outros. Os mais calmos? Aimar, Saviola... Mas sofrem connosco [risos].

 

Momentos marcantes - Liverpool e Sporting

 

"O mister disse há pouco tempo que foi com o Nacional que sentir que ia ser campeão. Para mim foi com o Sporting, pois os adversários estavam à espera que perdêssemos pontos. Acho que aí acabámos com a esperança deles. Pela negativa, recordo o jogo com o Liverpool. Lembro-me que no início do jogo nós sentimos que íamos ganhar e talvez nos tenhamos deslumbrado. Depois, quando reduzimos para o 3-1, eu disse ao Luisão que íamos ganhar e depois, quando chegámos ao balneário, nem tivemos noção do que se passou. Não tenho dúvidas de que aquele jogo tinha que ser nosso. Tínhamos tudo para ir mais além."

 

In: Revista MÍSTICA Nº11

publicado por Frederica às 20:14
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